Eu idealizava o vestido X da cor Y. E foi com esta minha idealização do vestido que pretendia que fui correr lojas e lojas à procurava d'O VESTIDO. Entre curtos e longos, verdes, pretos, dourados, azuis, cor de rosa, ora escuro, ora claro, com lantejoulas e sem elas, eu lá ia gostando de alguns e experimentava... mas nunca me olhava ao espelho a gostar de verdade daquilo que via.
Cheguei mesmo a encontrar o vestido que idealiza há muito tempo... e quando o fui vestir não gostei NADA do resultado! Além de me assentar mal nos ombros, parecia que era ainda mais baixinha (já chega o que sou!) e nem os tacões me salvariam.
Conclusão: já estava prestes a desistir da busca por uns dias. Queria "acalmar" os ânimos e voltar a esta minha procura pelo O VESTIDO. Mas eis que a senhora super simpática da última loja onde fui me diz: "A cor Z deve ficar-te fantástica, tenho ali um vestido que vais adorar!"... "ok, tu queres é despachar o vestido", pensei eu. Business are business, já diziam. E não é que esse dito cujo assentou que nem uma luva? Olhei-me ao espelho e já não queria outro. Virava e revirava e gostava imenso do que via. O VESTIDO! Sim, ele mesmo... é talvez o oposto de tudo aquilo que idealizava, mas era justamente aquele que me fez gostar de olhar ao espelho e sorrir. Eu gostei, a mãe gostou (a fiel opinião da mommy sempre presente nestas coisas). Aquele seu detalhe é simplesmente a coisa mai'linda (e mais não vos conto por agora!). E parece que não fui a única a passar pelo mesmo, segundo a senhora simpática da loja, em que idealizado um vestido e acabo por gostar de me ver com outro totalmente oposto àquilo que imaginava.
O vestido já cá canta. O casaquinho para um eventual dia frio também... e a clutch, também... mas isso fica para outro post!


















